28/04/10

Economia: Alta tensão !

... Pois é,.. as promessas de recuperação têm se sucedido nestes últimos meses mas a situação está cada vez pior... já não conseguem disfarçar o caos económico que se avizinha...

Vamos ver o ponto da situação com a ajuda de Mário Nunes do Blog Kafe Kultura:


Portugal nas mãos de especuladores!



Nada sei de Economia, ratings, acções, bolsas e o diabo a sete.

Contudo, a situação económica do país não será a melhor.

No entanto, os portugueses parece que andam demasiado destraidos, assobiando para o lado como se nada fosse com eles.

Também não é caso para menos andam destraídos com demasiados 'fait-divers', como se estivessem anestesiados.

Sucedem-se os “casos” e as “caixas”, nos jornais e na TV.

As noticias são apresentadas em catadupa, cada dia pior que o outro e não se vê jeito disto melhorar.

Para mim chegamos ao final dum ciclo, assim com como o comunismo teve um fim, dentro de meses chagar-se-à ao fim do capitalismo e porque não ao fim da história, como profetizou Francis Fukuyama, no livro homónimo.

No entanto deixo-vos com um texto publicado por Max, autor do blog Informação Incorrecta (http://informacaoincorrecta.blogspot.com), que melhor que eu vos explicará a dificil situação económica do país, para ler e reflectir:



Dia feio para a Grécia. Dia feio para Portugal.

Em geral, dia feio para toda a zona Euro.

Podemos estar perante um dos piores cenários para um País: o cenário do default, isso é, da bancarrota.


E não é uma mera hipótese: a Grécia está muito perto disso.

Hoje foi fechada a contratação dos títulos de Estado. A razão? O rendimento tinha atingido um inacreditável 7%.


Isso significa que por cada 100 € que o governo de Atenas consegue arrecadar no mercado financeiro, terá que pagar 7% de juros. Valores que pertencem ao mundo da usura, não da Bolsa.

Vamos ver os dados.


E começamos com os principais mercados do continente:


Reino Unido FOOTSIE -0,54

Alemanha DAX -2,73%

Italia MIB -3,38%

França CAC -3,82%

Espanha IBEX -4,19%

Portugal PSI20 -5,36%

Grécia ATHEX 20 -6,85%



Não é preciso muito para observar que todo os valores são negativos. O que acontece?
Simples: as bolsas ficaram deprimidas porque toda a Zona Euro entrou em sofrimento. E o horizonte da moeda única não é nada prometedor.


A liderar esta corrida para baixo encontramos a Grécia que acabou de viver um dia dramático. Tão dramático que há quem veja nisso o prólogo do default.
Os factos:

O rating de Atenas cai até o BB+/B. [...] Os títulos de estado helénicos perto do crack, os bond a 2 anos tratados ao 80% do nominal. (Fonte: Wall Street Italia)

Com causa na total incapacidade mostrada pela Europa na resolução dos graves problemas financeiros de casa, Standard & Poor's baixou o rating (crédito de longo e curto prazo) dos títulos de estado da Grécia de bem 3 degraus consecutivos.

É assim: enquanto a Europa discute, duvida, avança e não avança (situação que Informação Incorrecta já tinha realçado), os mercados financeiros não querem esperar mais. O sinal é claro: ou existe esta ajuda ou não existe, não há outras soluções. E, por enquanto, o êxito é negativo: a ajuda não existe.

É claro que as primeiras a tomar medidas sejam as agências de rating as quais, é bom não esquecer, têm sede nos Estados Unidos. Porque deixar escapar uma ocasião como esta para desviar as atenções do mercado interno e focaliza-las nas desgraças do Velho Continente?

Só uma pergunta: mas ninguém na Europa tinha previsto uma situação como esta? Claro que alguém pensou nisso, certas coisas não acontecem por acaso.

Mas continuamos na nossa leitura:

O rating do País helénico é agora "lixo". Standard & Poor's, que foi criticada ao longo da crise de 2008 pela pouca velocidade no baixar os ratings, desta vez antecipou todos, sinalizando as insustentáveis lentidão, indecisões, dúvidas dos Países Europeus (Alemanha entre os outros) ao enfrentar o "quase-crack" helénico.[...]

"A Europa demonstra ser impotente perante as dificuldades dos Países mais fracos do Euro" afirma um banqueiro de New York. (Fonte: Wall Street Italia)

Segundo Bloomberg, os CDS da Grécia saltaram até o valor 814, novo recorde absoluto, em termos negativos obviamente.


Condensando estas notícias, a Grécia está muito perto da bancarrota e o dia de amanhã já pode ser decisivo.



O que significa bancarrota? Significa que, neste caso, a Grécia terá de admitir não ter dinheiro suficiente para pagar as dívidas. As consequências são facilmente imagináveis: seria a repetição de quanto acontecido na Argentina no começo do século.

Para o resto da Europa poderia implicar o fim da moeda única. Ainda é cedo para previsões neste sentido, mas os efeitos da crise grega já são evidentes. E não só da crise grega...

Alarme vermelho para os mercados com bolsas europeias em forte baixa e abalos sem precedentes [...] após o duplo corte de rating para a Grécia e Portugal.

Pois. Já falámos disso: quando acabar a odisseia grega alguém terá que ocupar o seu lugar. E o melhor candidato é o País do fado.

Standard & Poor's cortou o rating de Portugal com base nas dúvidas acerca da gestão dos altos níveis de endividamento e as fracas perspectivas económicas.
A agência cortou o rating de longo prazo de dois notch, A- (quatro notch acima do nível "junk")


"Isso reflecte a nossa visão dos riscos fiscais amplificados que Portugal tem que enfrentar" realça Standard & Poor's.


"Com base no nosso cenário de crescimento económico achamos que o governo português possa ter dificuldades em estabilizar a questão da dívida até 2013." continua a agência. (Fonte: Reuters)

Bastante claro. Resultado: Portugal passa a ter o segundo pior rating da Zona Euro, logo após a desastrada Grécia.



Áustria AAA

Finlândia AAA

França AAA

Alemanha AAA

Luxemburgo AAA

Holanda AAA

Bélgica AA+

Espanha AA+

Irlanda AA

Eslovénia AA

Chipre A+

Italia A+

Eslováquia A+

Malta A

Portugal A-

Grécia BBB+

27/04/10

Somos todos UM

Um bom vídeo que vale a pena ver... Mais uma vez, obrigado à Odete por partilhar connosco...


Coma menos

Para uma vida mais saudável e mais longa, coma menos



Como viver mais e melhor

Uma equipe de pesquisadores do Reino Unido e dos Estados Unidos comprovou que restringir a ingestão de calorias pode prolongar e melhorar a vida e ainda garantir uma velhice mais feliz.

Os resultados do estudo, publicado na revista Science, mostram que comer menos calorias pode levar não só a uma vida mais longa, mas também a uma vida muito mais saudável, evitando muitas das doenças que as pessoas frequentemente experimentam nos últimos anos da vida.

Restrição calórica

Os experimentos de restrição calórica, feitos em roedores, mostraram que a ingestão de uma quantidade menor de alimentos tem um efeito significativo sobre as vias moleculares relacionadas com o processo de envelhecimento, sobretudo aquelas relativas à glicose e ao fator de crescimento IGF-1.

Os resultados também mostraram que, em organismos menos complexos, a limitação do teor calórico pode dobrar ou mesmo triplicar o tempo de vida.

Tempo de vida e vida saudável

Mas o primeiro autor do estudo, o professor Luigi Fontana, da Universidade de Washington, afirma que o principal objetivo da pesquisa era melhorar a qualidade de vida das pessoas e ajudá-las a desenvolver menos doenças relacionadas ao envelhecimento.

"O foco da pesquisa não é realmente estender o tempo de vida para 120 ou 130 anos," afirma ele. "Hoje, a expectativa média de vida nos países ocidentais é de cerca de 80 anos, mas há muitas pessoas que só são saudáveis até cerca de 50 anos de idade."

"Nós queremos utilizar as descobertas sobre a restrição calórica e outras intervenções genéticas ou farmacológicas para fechar essa lacuna de 30 anos entre a duração da vida e a vida saudável. No entanto, ao estendermos o tempo de vida saudável, a vida média também poderia aumentar até aos 100 anos de idade," acrescenta ele.

Estilo alimentar

A pesquisa é particularmente relevante dados os níveis crescentes de obesidade no mundo ocidental. Estar com sobrepeso ou ser obeso pode levar a muitas doenças graves, incluindo doenças cardiovasculares, diabetes e certos tipos de câncer.

A obesidade infantil é um problema particularmente preocupante na medida que milhares de crianças crescem com uma dieta à base de alimentos industrializados que pode provocar problemas crônicos de saúde na vida adulta.

O professor Fontana acredita que as atuais tendências do estilo alimentar indicam que a diferença de 30 anos entre a duração da vida e a duração da saúde deverá aumentar ao invés de diminuir.

A expectativa de vida também poderá ser reduzida, conforme milhares de pessoas desenvolvem doenças alimentares, tais como a diabetes tipo 2, que são totalmente evitáveis.

Vida longa e saudável

Mas ele acredita que, se os pesquisadores em nutrição entenderem o quanto a restrição calórica pode prolongar a vida e tornar as pessoas mais saudáveis, e se forem desenvolvidos medicamentos que influenciem as vias moleculares afetadas pela restrição de calorias, no conjunto isso poderá ajudar a manter as pessoas saudáveis enquanto elas envelhecem.

O aconselhamento sobre dieta sempre foi baseado em dados epidemiológicos, mas as últimas pesquisas mostram que isso faz sentido também do ponto de vista molecular, ressalta o pesquisador.

"Agora passamos de epidemiologia à biologia molecular. Sabemos que certos nutrientes, assim como um menor consumo de calorias, podem influenciar o IGF-1 e outras vias. Em breve, esperamos ser capazes de usar esse conhecimento para ajudar as pessoas a viver vidas mais longas e saudáveis," conclui Fontana.

Fonte: Diário da Saúde

"Portugal está visivelmente vulnerável"

Kenneth Rogoff é co-autor de vários estudos sobre dívida  soberana.

Kenneth Rogoff é co-autor de vários estudos sobre dívida soberana.



Pedro Latoeiro
26/04/10 09:45

Kenneth Rogoff, professor em Harvard e antigo economista chefe do FMI, considera que nos próximos dois a três anos haverá pelo menos mais um país da zona euro a pedir auxílio financeiro.

"É mais provável que o FMI ajude pelo menos mais um país da zona euro, nos próximos dois a três anos, do que o contrário", afirmou Kenneth Rogoff durante uma entrevista telefónica à agência Bloomberg, considerando assim que Atenas não será a última a precisar de ajuda externa para resolver a crise interna. A probabilidade de isso acontecer, avança, "é superior a 50-50".

"Não diria que [Irlanda, Espanha e Portugal] precisam da ajuda do FMI, mas é uma possibilidade. É difícil dizer e depende sobretudo da vontade política e dos números", afirmou.

Considerando que Irlanda, Espanha e Portugal estão "visivelmente vulneráveis", o antigo economista chefe do FMI sublinha serem precisos "cortes profundos nos orçamentos de vários países europeus".

Para Rogoff, que previu em 2008 a falência de bancos norte-americanos antes do colapso do Lehman Brothers, os políticos europeus apostam na retoma económica para resolver o problema do endividamento. No entanto, alerta, "será muito difícil ver uma retoma económica sustentada na Europa".

As declarações do professor da Universidade de Harvard surgem num dia em que os mercados de dívida dão novos sinais de nervosismo. O ‘spread' das obrigações do Tesouro português a 10 anos face às ‘bund' alemãs comparáveis superou hoje a barreira dos 200 pontos.

Fonte: Económico

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